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Autismo, Puberdade e Atividade Física: Transformando "Bomba de Energia" em Qualidade de Vida

Legenda: Imagem de uma criança andando de bicicleta e uma mulher acompanhando
Legenda: Imagem de uma criança andando de bicicleta e uma mulher acompanhando

O movimento tem sido nosso aliado na regulação e desenvolvimento do Lulu aos 11 anos, quem é mãe atípica conhece bem a rotina da "super agenda". Desde cedo, nossos filhos são inseridos em uma maratona de terapias: fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia... São horas e horas sentados, focados no desenvolvimento cognitivo e comportamental.


Aqui em casa não foi diferente. Mas, recentemente, o Lulu completou 11 anos. E com essa idade, chegou uma nova fase que mudou nossa perspectiva: a pré-adolescência e a famosa puberdade.  A "bomba de hormônios" que essa fase traz. A força física aumentou, a impulsividade também, e a energia precisava de um escape saudável. Foi aí que decidimos focar na atividade física como prioridade na rotina.


Não é apenas uma percepção de mãe. A ciência confirma que o exercício físico é um "santo remédio" para o cérebro atípico.


O que a ciência e a OMS dizem?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma média de 60 minutos de atividade física por dia para crianças e adolescentes. Parece muito? Pode ser desafiador, mas os benefícios vão muito além da saúde física:


  • Regulação do sono: Gastar energia ajuda a dormir melhor.

  • Redução da agressividade: O exercício libera neurotransmissores que trazem bem-estar e acalmam.

  • Melhora no foco: O cérebro oxigenado aprende melhor.


A nossa experiência prática.

Decidir fazer é uma coisa, conseguir fazer é outra. Para crianças como o meu filho (autismo nível 3, não verbal), o ambiente precisa ser adaptado e acolhedor.


Atualmente, estamos focados em duas frentes: a natação e a bicicleta.

O Lulu está em processo de aprender a andar de bicicleta. Mas não é só pedalar. É um trabalho complexo de psicomotricidade: ele precisa desviar de pessoas na pista, aprender a hora de frear, controlar a direção e lidar com o equilíbrio. Isso só é possível porque temos o suporte de profissionais incríveis, como a psicomotricista Layse e a professora Ana na natação. Elas entendem que o exercício para o autista precisa ser lúdico e respeitar o tempo dele.


Para quem é de Sorocaba vou deixar o instagram delas no final do texto para vocês conhecerem um pouquinho mais do trabalho delas.


Se você também está sentindo que seu filho está mais agitado, com o sono desregulado ou com picos de agressividade, olhe para a rotina de movimento dele.


A melhor atividade física é aquela que a criança nem percebe que está fazendo "exercício", porque está ocupada demais se divertindo (ou se superando).


A puberdade traz desafios, sim. Mas também traz uma força incrível que, se bem direcionada, vira autonomia e alegria.



Abaixo o instagram das profissionais que acompanham o meu filho.














 
 
 

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